Os suplicantes (aspectos trágicos do futebol)

Os suplicantes (aspectos trágicos do futebol)

Nuno Ramos

Para José Miguel Wisnik

Publicado, com o título “Lá está ele, trágico como a vida, rugindo como o mar: o futebol”, em O Estado de São Paulo, 3 setembro 2006 (dois meses após a derrota para a França na Copa de 2006), Caderno Cultura.

É próprio do futebol criar uma excessiva confiança após a vitória e uma excessiva desconfiança após a derrota. Tudo parece fácil e concatenado quando ganhamos; tudo parece disperso e difícil quando perdemos. No entanto, é por tão pouco que se ganha ou se perde: a ponta dos dedos do goleiro, vinte centímetros de avanço do atacante na hora do lançamento, a visão encoberta do juiz no lance do pênalti ou até mesmo uma reação imprevista de um jogador, como uma cabeçada no peito do adversário, numa final de Copa do Mundo, a doze minutos do fim de uma carreira gloriosa. O apito final estabiliza violentamente aquilo que, no transcorrer do jogo, parece um rio catastrófico de mil possibilidades, a nos arrastar com ele. Num momento de derrota como o que vivemos agora, gostaria de recuperar um pouco deste sentido aleatório e quase trágico do futebol. Por exemplo: perdemos, nesta Copa do Mundo, um jogo justo, em que jogamos em ritmo de treino, para um time melhor preparado, coordenado por um gênio, certo? Certo. Mas e se (pergunta tão estúpida quanto inevitável, espécie de núcleo profundo, incontrolável, do futebol) Ronaldinho Gaúcho tivesse acertado aquela cobrança de falta aos 47 do segundo tempo? Prorrogação. O time francês, mais velho e cansado, não teria forças para furar novamente nossa defesa. Pênaltis. Dida, especialista no assunto, defenderia duas cobranças, sob o olhar atônito do já veterano Barthès. Não diríamos que a estrela de Ronaldinho Gaúcho brilhou na hora certa? E que a França dominou, mas quem não faz toma? E que Zidane aos 34 anos é ainda um craque completo, mas já sem forças para resolver o jogo sozinho, como fez na final de 1998? Mesmo um jogo monótono, porque justo, como Brasil e França em 2006, oferece possibilidades não vingadas e cria leituras diversificantes. É importante pensar um pouco neste tema num momento em que os mecanismos expiatórios (a falta de raça do time, a onipresença da Nike, o excesso de propaganda, a personalidade fraca de Ronaldinho Gaúcho etc. etc.), próprios também do futebol numa intensidade desconhecida em outros jogos, põem-se rapidamente em ação, exigindo vítimas.

Nenhum outro esporte coletivo possui tamanha ausência de sintonia entre o que se passa em campo e o resultado. Torcer, experimentar sem reservas um jogo de futebol, é aproximar-se desta separação entre jogo e placar. Pode-se dizer que todo jogo de futebol que mereça ser lembrado é no limite um jogo injusto, um jogo que o placar não consegue sintetizar nem estabilizar a posteriori. Creio que nenhum outro esporte coletivo possui, em sua medula, esta característica. Por isto, nenhum outro esporte coletivo, além do futebol, pode realizar- se plenamente sem que o placar se altere, num rotundo zero a zero; nenhum outro esporte coletivo tem nas jogadas um capítulo à parte, que mereça ser lembrado independentemente de sua eficácia; em nenhum outro esporte coletivo pontos perdidos são lembrados como se fossem pontos computados (os três gols que Pelé não fez em 1970, por exemplo)[1]. Tudo se passa como se um jogo dentro do jogo fosse preservado, independentemente das bolas que entraram – este jogo dentro do jogo (lances, gols perdidos, erros do árbitro) é que será discutido minuciosamente por semanas e meses em Campeonatos Nacionais, por anos e décadas em Copas do Mundo. Sim, há um sistema de signos que funciona a contrapelo do placar e que procura, e consegue, mantê-lo em suspensão. Para muitos, o jogo Brasil x Itália em Sarriá, em 1982, ainda não se encerrou. E se Cerezzo não tivesse errado aquele passe, e se Junior tivesse dado um passo à frente no escanteio do terceiro gol, e se Zoff não tivesse defendido aquela cabeçada em cima da linha? etc. etc. – perguntas que continuam assombrando como um pesadelo o cérebro dos vivos, e não há resultado final, 3 x 2 Itália, que as façam silenciar. Parece inevitável: aquele jogo poderia ter um placar diferente.

Isto se deve a duas características básicas do futebol: 1) A dificuldade do ponto e 2) O número assombroso de possibilidades produzido pelo jogo.

1) Alguns motivos óbvios ajudam a explicar a dificuldade de pontuar: o campo é enorme; joga-se com uma parte da nossa anatomia que não consegue reter a bola; o goleiro pode usar as mãos. Esta dificuldade do ponto, no entanto, talvez venha também de uma característica mais profunda e interessante: trata-se de um jogo com aparato simbó- lico muito reduzido, e isto começa, naturalmente, pela dificuldade de pontuar. Se os pontos fossem saindo rapidamente, você logo perderia uma espécie de tensão inercial que toda partida de futebol carrega. Esta inércia vem da proximidade entre jogo e vida – suas regras são simplíssimas (ao contrário do beisebol ou do futebol americano), o tempo do jogo é o mesmo do nosso relógio (ao contrário do basquete), o campo é grande o suficiente para manter “zonas de dispersão” (foi preciso inventar a regra do impedimento para diminuir isto), a cal imprime sua marca no corpo dos jogadores, a trava da chuteira arranca nacos de grama e a chuva, se houver, é a mesma que banha toda a cidade. Nada de detalhes reguladores, nada de grandes especificidades físicas (qualquer um, baixo ou alto, forte ou fraco, pode jogar futebol), nada de grandes interpretações pelos juízes, nada de grandes recursos para o técnico, que assiste a tudo, impotente, com o arsenal mínimo de suas três substituições e de seus gritos inaudíveis. O jogo, um pouco como o mar, está rugindo à nossa frente – uma vez posto em movimento, não deve ser interrompido. Muitos de seus aspectos propriamente trágicos vêm desta literalidade de tempo e de espaço, desta contigüidade com a vida. É esta “timidez simbólica” a verdadeira arena do jogo. Não somos a todo momento expulsos de volta às regras (o impedimento talvez seja a exceção), não nos protegemos do jogo pela presença reiterada de suas regras. Algo contínuo atravessa os noventa minutos, sobrevivendo inclusive às faltas – mas termina no gol, que rompe, como uma catástrofe anunciada, a trama delicada das jogadas, interrompendo o fluxo do jogo e instaurando uma nova realidade. O gol é o momento verdadeiramente descontínuo, e de alguma forma traumático, do futebol (e a assistência, o passe que resulta em gol, a passagem mais harmônica entre os dois mundos).

Sabe-se como Georges Bataille aproxima o erotismo da continuidade[2]. Segundo ele, o ato erótico dissolve, pela violência e pela fusão, aquilo que em nós pertence à ordem descontínua, impondo-se como continuidade. Muito do fluxo das jogadas pode ser compreendido nesta categoria, com seu acúmulo ininterrupto de pequenos milagres. Já o sagrado, para Bataille, é também o ingresso, perpetuado pelo rito, no plano da continuidade, mas desta vez através da morte – do trauma, portanto. Neste sentido, a oposição entre jogo e placar poderia ser entendida como oposição entre o erotismo e o sagrado – algo de fato é perpetuado, pela morte, no placar (o termo placar final já tem algo de lápide). Ao acúmulo erótico, em aberto e contínuo, próprio das jogadas, opõe-se o sagrado do placar, com seus correlatos de temor, permanência, tabu, catástrofe. Talvez uma seleção como a de 82 tenha sido uma seleção extremamente erótica (e por isto tão amada), mas que não conseguiu sacramentar o seu jogo em placares decisivos (e por isto perdeu quase tudo o que disputou). A de 94, ao contrário, sacralizou em excesso seus procedimentos (a exceção seriam as atuações de Romário), sem abrir-se ao fluxo contínuo e descentralizado próprio do ato erótico (e por isto é tão esquecida). Uma grande seleção, como a de 58 ou a de 70, consegue aproximar os dois extremos, comprometendo-se com ambos. É importante assinalar que os aspectos pertencentes ao sagrado vêm se impondo sobre os eróticos, já que o principal conceito do futebol contemporâneo, a posse de bola, garantida por um preparo físico excepcional, quer trazer ao fluxo das jogadas (que implica risco e perda dessa posse) a permanência e a estabilidade próprias do placar. Com isto, talvez não seja exagerado dizer que a “época trágica” do futebol vai aos poucos sendo deixada para trás, com jogos cada vez mais monótonos, estáveis e, no limite, justos.

2) Creio que nenhum outro esporte abre-se a uma gama tão grande de possibilidades. O primeiro motivo disto é a impossibilidade de fixar a bola com os pés, de retê-la fora do alcance do adversário, o que cria uma alternância constante de posse de bola[3]. Apesar dos esforços contemporâneos de aumentar o tempo de permanência da bola com o time, diminuindo assim o risco do fluxo das jogadas, é claro que no futebol os aspectos de construção (ataque) e de destruição (defesa), de ordem e de caos, são rapidamente alternados, como se não conseguissem desembaraçar-se inteiramente uns dos outros (compare- se com o futebol americano, onde em cada time duas equipes diferentes atacam e defendem). Além disso, a bola só pode ser detida, fixada, pela falta, pelo término do campo ou pelo fim do jogo – na ausência destes fatores “universais”, seu destino é estar sempre em movimento, sem que possa ser agarrada por ninguém (e os seis segundos permitidos ao goleiro, regra recente, acentuaram maravilhosamente isto). A cera é uma forma perversa desta estabilidade, infiltrando-a, de forma malandra, na sequencia sem descanso do jogo. Há aqui uma dispersão, uma peregrinação de povo sem terra, uma ausência de objetividade constitutivas do futebol: a bola deve ser tocada sem parar, deve girar, girar, numa interrogação permanente. (É incrível que um dos maiores jogadores da história, Garrincha, represente ao mesmo tempo um auge de dispersão e fantasia, com dribles esfuziantes e intermináveis, e um auge de concentração e objetividade, com suas saídas sempre pela direita.) Errar e concentrar não são opostos, complementam-se no caminho tortuoso até o gol. Pois não há, e é isto o que verdadeiramente importa, passagem entre o acúmulo das jogadas e o gol: há um hiato, um degrau, que está na origem do que parece único no futebol. Algo se rompe no gol: não é verdade que ele seja o resultado acumulativo de jogadas anteriores, não, ele é resultado apenas das circunstâncias que levaram àquele gol preciso, circunstâncias que não se repetem e que poderiam ter sido evitadas[4] – ou, ao menos, é assim que parece a quem assiste e sofre. Se o possível do jogo surge como inesgotável é porque nunca se cumpre verdadeiramente, já que não altera com a frequência necessária a fixidez do placar; isto é tão intenso que quando o gol sai afinal também ele parece uma circunstância, não uma necessidade. Assim, o objetivo maior do jogo (o gol) é de certa forma elidido por sua própria estrutura, permitindo que um número enorme de possibilidades – e de leituras e opiniões posteriores – surja e não descanse jamais. O jogo carrega uma ferida interna insaciável, que apenas as partidas com enorme disparidade entre os dois times conseguem aquietar, pois toda a promessa das jogadas, das bolas na trave, das chances desperdiçadas, dos pênaltis inexistentes ou não marcados, vem cobrar a sua vez, como uma alma penada à espera de justiça. Mas a ela o severo juiz do placar, com sua voz grave, responde apenas: Foi três a dois, ou Foi um a zero…

Pois terminado o jogo toda a gama de possibilidades é violentamente avassalada pelo placar, que impõe sua leitura única; sentindo-se seguro, já que o resultado imobilizou-se, desdenha do largo campo do possível despertado pelo desenvolvimento da partida. Três possibilidades se abrem aqui – o empate tende a recuperar um pouco o sentido do jogo, como que atribuindo às chances de gol a escolha por um vencedor, que o placar não soube definir. É típico, numa situação de empate, discutir infindavelmente quem jogou melhor ou se o empate foi justo. A vitória/ derrota divide sua herança em herdeiros do placar (os vitoriosos), para quem o sentido trágico é aquietado, ou herdeiros das jogadas (os derrotados), para quem as chances perdidas ou os erros do juiz se agigantam. Para estes (e é entre eles que me incluo hoje) o futebol revela os seus aspectos verdadeiramente trágicos, e talvez o célebre lugar- comum que fala de aprender com as derrotas possa adquirir assim um sentido mais interessante. Pois a imensa distância entre os dois pólos – entre a quantificação do placar e o significado do jogo – só pode ser vencida pela circunstância, pelo detalhe, pelas pontas dos dedos do goleiro, pelo milímetro que separa a curva da trave da curva da bola, por uma desatenção fatal, pela contusão do titular no treino da véspera: é esta minúcia decisiva que faz o jogo parecer trágico. É sempre um detalhe que leva a culpa pelo placar (Roberto Carlos arrumando a meia na jogada do gol de Henry, por exemplo); sempre parece que poderia ter sido diferente; sempre acaso, nunca necessidade. No entanto, o placar sobrevive, enorme, no alto, iluminado, pairando sobre a cabeça das torcidas. Ele ficará, não aquelas inúmeras chances de gol ou erros de arbitragem, que serão esquecidos.

A partir desta desproporção, deste possível que se anunciou e morreu, o sentimento trágico sempre comparece – ao menos para quem perde. Pois algo aqui faz lembrar um destino feito de detalhes que não pudemos perceber e que o final da partida revela, que já estavam ali e contra os quais não foi possível lutar. Perder um grande jogo é cumprir uma sentença. Sinto até hoje a derrota para a Itália em 1982 (o grande trauma futebolístico da minha geração) como inevitável, e o labirinto do jogo apenas um longo percurso que confirmaria o que tinha de ser. Lembro das grandes mãos enluvadas de Zoff segurando a bola, na cabeçada de Oscar (ou foi de Sócrates?) no final do jogo, mostrando ao juiz que ela estava fora da linha do gol; lembro das minhas esperanças se encerrando – eu estava, ao mesmo tempo, exausto, pasmo e conformado. Minha própria capacidade de desejar algo diferente parecia estar se esgotando. Não senti raiva pelo passe errado de Cerezzo ou pela falta de malícia de Júnior no terceiro gol. Depois do jogo, fui andar por uma praça de onde se via muito longe, sentindo na pele a força autêntica da catarse – a contemplação da dor de um ponto de vista distanciado. Para além de qualquer revolta, me sentia inteiramente saciado.

Uma das tarefas da tragédia é a expiação – pela contemplação do inevitável, a fraqueza do herói ultrapassa qualquer culpa e qualquer perdão. Não é todo jogo que se eleva a tais alturas (é preciso cavar o possível até o limite, para merecer perdê-lo), mas acredito que toda derrota contém uma fração trágica. Por isto me desgostam tanto os temas clássicos, expiatórios, que normalmente acompanham as derrotas: raça (como julgar, e ainda pela tv, a força de vontade ou o desejo de alguém?), salários altos (o futebol é a única atividade, em todo o mundo capitalista, onde se acusa um profissional por ganhar bem), personalidade fraca, identidade nacional, complexo de vira-latas etc. etc. Não será este descarrego uma traição ao que o jogo de futebol tem de mais potente e secreto, e que aparece com tanta força nas derrotas – o fato de que não pertence inteiramente aos jogadores? O fato de que, como verdadeiros heróis trágicos, algo que nunca controlam, mas de que participam intensamente, se faz através e apesar deles?

Para terminar, quero tratar de uma figura que evitei durante todo o artigo, porque nega cada um dos meus argumentos: Pelé. Nada há de trágico em sua figura, que pertenceria antes à épica. Nele, a própria separação entre jogada e placar raramente se fazia, já que a iminência do gol era tão intensa que parecia estar ao seu dispor – daí sua célebre frase: “o caminho mais curto até o gol é a linha reta”. Ainda que tenhamos esquecido as dificuldades de seu percurso, o que ficou é nítido: Pelé é o único jogador de quem se pode dizer, ao longo de quase toda a sua carreira (e não num único torneio ou numa única partida), que controlava o jogo, e que se lhe desse na veneta o gol sairia – suas respostas às vaias da torcida adversária são conhecidas, e o próprio gol da rua Javari seria uma delas. Sua atuação, numa final de Mundial Interclubes, contra o Benfica, em 1963, registrada pelas lentes do “Canal 100”, é um desses assombros difíceis de descrever – homérico, não trágico, mais próximo da fúria de Aquiles do que do destino de Édipo. Pelé surge num momento de extremo equilíbrio entre as forças defensivas e as forças ofensivas no futebol, onde as diferenças estilísticas de países e equipes, e também de cada jogador, tinham mais espaço para se desenvolver. Neste caldo de cultura, sua presença mítica, jogando por pelo menos doze anos um futebol extraordinário, fazia acreditar que tinha o mundo, e o próprio jogo, a seus pés.

Mas trata-se, creio, de uma dessas exceções que confirmam o que procurei descrever acima. De qual outro craque se diria isto? Garrincha? Claro que não – se ganhou a Copa de 1962 com um desempenho que o próprio Pelé não alcançou em Copas, celebrizou-se também por seu amadorismo e dispersão, como se caçasse passarinhos fora e dentro do campo. Maradona, com atuações também extraordinárias em Mundiais, em especial o de 1986, não foi um artilheiro tão marcante (fez “apenas” 338 gols em toda a carreira), nem conseguiu manter seu desempenho por um período mais longo (foi mal em 1982 e suspenso por doping em 1994). Zico, que fez mais de oitocentos gols, não teve desempenho significativo em Copas do Mundo, e ganhou uma aura trágica por isto. Ronaldo é a própria tragédia, com seus altos e baixos, sua convulsão no dia de uma final, suas quedas e suas superações. Zidane encerrou a carreira com uma cabeçada em câmera lenta, no peito de um adversário, a poucos minutos do final de uma Copa do Mundo, contribuindo significativamente para a derrota de seu time. Não haverá, em todos estes grandes craques, alguma coisa que aparentemente não controlaram, mas que os controlava por dentro?

Quanto a Pelé, como se sabe, no mundo grego às vezes os próprios deuses misturavam-se à vida dos mortais, vencendo batalhas, engravidando mulheres. Não será Pelé um deles?

[1] Refiro-me ao quase gol do meio de campo contra a Tchecoslováquia, ao quase gol após a meia-lua em Mazurkievski, contra o Uruguai, e àquela devolução de primeira do tiro de meta batido pelo goleiro uruguaio, no mesmo jogo.

[2] Georges Bataille, L’Érotisme, Paris: Éditions de Minuit, 1995 [edição original, 1957]. 248

[3] Ver o artigo de Hans Ulrich Gumbrecht, “Por que há estilos nacionais no futebol”, Folha de São Paulo, Caderno Mais!. Devo ainda algumas observações deste texto a uma conversa com Gumbrecht e José Miguel Wisnik no Goethe Institut, São Paulo, em junho de 2006.

[4] A expressão “Quem não faz, toma” resume isto maravilhosamente.

Nuno Ramos nasceu em 1960, em São Paulo, onde vive e trabalha. Formado em filosofia pela Universidade de São Paulo, é pintor, desenhista, escultor, escritor, cineasta, cenógrafo e compositor. Começou a pintar em 1984, quando passou a fazer parte do grupo de artistas do ateliê Casa 7. Desde então, tem exposto regularmente no Brasil e no exterior. Participou da Bienal de Veneza de 1995, onde foi o artista representante do pavilhão brasileiro, e das Bienais Internacionais de São Paulo de 1985, 1989, 1994 e 2010. Em 2006, recebeu, pelo conjunto da obra, o Grant Award da Barnett and Annalee Newman Foundation. Dentre as exposições individuais que fez, destacam-se, em 2010, as produzidas na Gallery 32, em Londres, Inglaterra; no Galpão Fortes Vilaça, em São Paulo, Brasil; e no MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil.